O rio Cávado nasce na serra do Larouco, no concelho de Montalegre, e percorre 135 km até desaguar no oceano Atlântico, em Esposende. Ao longo do seu curso, o rio e as atividades económicas a ele associadas desempenham um papel identitário nas freguesias que o conectam à cidade de Braga. Aqui, o contraste com as freguesias montanhosas, como Sobreposta e Pedralva, é evidente, com paisagens mais abertas, propriedades maiores e desníveis mais suaves.
Caminhar por Adaúfe, Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra é uma oportunidade para se conectar com os elementos que definem esta paisagem: o rio e os seus afluentes, os locais de culto religioso, as construções de estilo rural, as quintas, os moinhos e os campos de cultivo, onde sobressai a produção de vinho verde. Entre estes elementos, uma infinidade de pitorescos carreiros e antigos arruamentos, hoje afastados dos grandes fluxos de trânsito, reforçam a coerência da experiência.
O percurso de 18 km desenvolve-se numa envolvente inspiradora, com apenas a subida ao monte do Galho e à Capela de Santa Catarina apresentando alguma dificuldade. No entanto, a vista panorâmica oferecida no topo compensa plenamente o esforço, com uma paisagem delimitada pelas serras do Carvalho a sudeste, e do Gerês e Amarela a nordeste, que se alarga progressivamente ao longo do vale do Cávado, à medida que o rio segue o seu caminho em direção à foz.