O percurso tem início no amplo estacionamento em frente à Igreja Paroquial de Povolide, onde há uma pequena fonte e mesas de piquenique, ideais para grupos de pedestrianistas. Começamos seguindo paralelamente à N229-2 pelo passeio existente, até virar à esquerda na Avenida 11 de Julho. Após 280 metros, viramos à direita por um estradão de terra que nos leva à primeira incursão na natureza local. O caminho desenrola-se entre campos, ladeado por antigos muros de granito sobrepostos e carvalhos frondosos.
No final deste troço, atravessamos a EM 603 e continuamos pela Rua do Telheiro, entrando na localidade de Vilar de Ordem. Aqui, encontramos alguns exemplos de construção rural típica (em ruínas) e a notável Casa Rui, que ainda se encontra em razoável estado de conservação.
Ao sair da aldeia, o trilho segue novamente entre campos, passando por penedos onde outrora se realizava a extração de pedra. Continuamos em direção a Nesperido, entrando pela larga Rua da Corredoura, ladeada por um carvalhal que oferece sombra em dias quentes, onde podemos, com sorte, avistar esquilos. No final desta rua, viramos à esquerda e seguimos novamente pela EM 603, rodeados por campos e a vida rural da freguesia.
Depois de 500 metros, viramos à direita, por um caminho de terra paralelo aos campos. Nesta etapa, passamos ao lado de um exemplo arquitetónico de uma antiga linhagem senhorial ? a Casa Francisco Diogo Lopes Júnior. Na entrada deste casario, podemos beber água do chafariz do Eirô, construído em 1831 pelo mesmo benemérito.
Seguimos por entre campos e habitações locais até chegar a mais um exemplo senhorial, a notável Quinta do Paço. Daqui, continuamos em direção ao Outeiro de Povolide, pelo mesmo caminho que os condenados à forca percorriam, passando pela antiga cadeia e por uma poldra, agora pouco utilizada. A partir desta poldra, caminhamos por estrada por um curto período até entrar novamente num estradão de terra entre campos, onde encontramos a secular fonte Casal de Além.
Entre florestas de pinheiros, alguns carvalhos dispersos e campos cultivados, alcançamos a aldeia de Nespereira, onde, à entrada, encontramos uma grande e profunda fonte. Continuamos por caminhos públicos entre vinhas e campos, até voltarmos ao passeio da N229-2. Após breves passos, regressamos ao estacionamento de onde partimos.
Se o percurso for feito no sentido inverso, toda a informação anterior serve como descrição, apenas adaptada à ordem contrária.