A 562 metros de altitude, uma pequena capela em devoção a Santa Marta, rodeada de frondosos sobreiros, dá o nome a um lugar de uma ímpar importância histórica: Santa Marta das Cortiças, cujo vasto e transversal património arqueológico, que discretamente ainda se guarda no subsolo, evidencia marcas que remontam ao século VIII a.C.
São dessa longínqua época os mais antigos achados arqueológicos encontrados nas plataformas mais altas da montanha, aos quais se juntam outros, como os vestígios dum castro (que veio a ser romanizado), duma Basílica dos primórdios do Cristianismo datada dos séculos V e VI e do Palácio do Reino dos Suevos, que atestam uma ocupação deste local durante mais de um milénio.
Poucos locais haverá historicamente tão significativos e abrangentes, o que se alia a diversos pontos de panorâmica privilegiada sobre a Veiga de Penso e o rio da Veiga em primeiro plano e, em segundo plano, abrangendo um vasta região envolvente a Braga, avistando-se, em dias de céu limpo, o oceano Atlântico por um lado e, na direção de norte, nordeste e leste, as serras minhotas da Cabreira, do Gerês, Amarela, Soajo e Arga.
Ligando a Capela de Santa Marta das Cortiças à Igreja Paroquial de Esporões, entre caminhos florestais, admiráveis caos de blocos e dramáticas paisagens, neste percurso vivenciar-se-á a milenar história de toda a envolvente e contemplar-se-á uma panorâmica especialmente favorável à interpretação e à apreciação do concelho de Braga e região minhota.