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O percurso da Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo tem a
particularidade de poder chegar até ao ponto inicial de comboio. Todos
os comboios do tipo regional efetuam paragem na estação de Mato de
Miranda. Por questões de segurança não atravesse a linha férrea pois os
comboios rápidos não param aqui. Existe junto à estação uma passagem de
nível. No local tem facilidade de estacionamento e serviço de
restauração.Para salvaguardar a tranquilidade das espécies
que procuram refúgio dentro da área protegida caminhe em silêncio não
denunciando a sua presença pois assim tem a possibilidade de melhor
observar a vida animal. Este itinerário percorre áreas de montado de
sobro bem preservadas, campos agrícolas e a parte da Reserva Natural
localizada no concelho da Golegã retornando ao ponto inicial num troço
paralelo à linha férrea.O início fica a menos de cem metros
do largo da estação. Aqui siga por uns duzentos metros a estrada
nacional no sentido da passagem de nível com guarda e logo em seguida
vire à direita na estrada de terra que segue paralela à linha férrea,
passados uns duzentos metros vire no primeiro caminho à esquerda e siga
por uns quinhentos metros. Depois de passar uma zona de montado vire à
direita e prossiga caminho sempre tendo o montado e eucaliptal do seu
lado esquerdo e um vasto campo agrícola do seu lado direito. Percorridos
uns quatrocentos metros a estrada divide-se e siga pela esquerda
passando a ter à direita um campo aberto e do lado contrário um
eucaliptal. Siga sempre em frente e uns quinhentos metros depois termina
o eucaliptal.
Aqui é o ponto mais alto deste
percurso, que em dias de boa visibilidade permite uma vista panorâmica
sobre as planícies do Tejo e povoados localizados na outra margem do
rio. Começa agora a parte descendente do percurso percorrendo uns
duzentos metros de charneca ribatejana, terrenos abertos e pedregosos,
com matos e ricos em biodiversidade por conterem vários tipos de
arbustos como a Rosêlha-pequena (Cistus crispus), plantas, bolbos e
ervas que suportam variadas formas de vida. Duzentos metros depois de
iniciar a descida na bifurcação do caminho tome a esquerda e ao longo de
uns trezentos metros ficamos imersos num denso montado em perfeito
equilíbrio. São muitas e variadas as espécies de animais que aqui
habitam e funciona como um oásis no meio de campos onde a agricultura
intensiva domina.
Siga em frente por mais uns cento e
cinquenta metros e quando a estrada se divide tome a direita. Passa a
ter um campo de cultivo à sua esquerda e volvidos quinhentos metros, ao
entrar numa pequena mancha de sobreiros altaneiros vire à esquerda
seguindo por mais mil e quinhentos metros em paralelo com a linha
férrea. Vai encontrar uma passagem inferior à linha de comboio que dá
acesso à Reserva Natural. Do lado esquerdo do portão, que se encontra
sempre fechado, está uma passagem estreita que permite o acesso
exclusivo a pessoas a pé. No interior desta área protegida o percurso é
circular retornando ao mesmo ponto de entrada.
O
itinerário desenvolve-se exclusivamente ao longo do trilho de
interpretação não sendo autorizados outros percursos. Este espaço exige
cuidado redobrado para tentar minimizar impacto e assim conseguir
observar o máximo de animais.
Não são autorizados, sem
acompanhamento, grupos superiores a 9 pessoas. Desaconselha-se
visitação dentro da Reserva Natural do Paul do Boquilobo nos dias de
caça para assegurar a tranquilidade das espécies que aí procuram
refúgio.
O Paul do Boquilobo é o maior ecossistema
aquático representativo de zonas húmidas interiores, outrora comuns por
todo o território, mas que, principalmente devido à drenagem para a
agricultura, sofreram um declínio acentuado. Sem prejuízo duma elevada
biodiversidade a nível da fauna em geral, as aves constituem o seu
principal valor, razão da sua classificação como Reserva Natural.O
percurso acompanha um troço do rio Almonda, que nasce na serra de Aire e
desagua na margem direita do rio Tejo, constituindo aqui uma zona
alagada denominada de paul que é inundada sazonalmente. Os primeiros mil
e quatrocentos metros acompanham uma densa galeria ribeirinha composta
maioritariamente de salgueiros, freixos e choupos, com tapetes florais
compostos por Ranunculus, umas pequenas flores amarelas ou brancas. De
fácil observação temos o Lírio-amarelo-dos-pântanos (Iris pseudacorus).
No
paul foram registadas dezasseis espécies de peixes, onze de répteis,
treze de anfíbios, vinte e sete de mamíferos, entre elas a Raposa
(Vulpes vulpes) e mais de duzentas espécies de aves, entre elas, a
Trepadeira-azul. No final deste troço entre o paul e terreno aberto do
seu lado esquerdo vai encontrar uma vedação no caminho. Siga pela
esquerda e depois de uma ligeira subida começa um troço num montado de
sobro disperso que ao fim de uns mil metros retorna à estrada por onde
entrou. Vire à direita e depois da passagem inferior da linha férrea
vire a esquerda pelo mesmo caminho que fez na vinda. Até ao início do
percurso são cerca de dois mil e oitocentos metros sempre em frente ao
lado da linha férrea por um estradão que o leva de regresso ao ponto
inicial.