O Trilho da Branda da Aveleira localiza-se na Branda que lhe dá o nome, num «plateau» de montanha, no extremo norte da Serra da Peneda. Aqui, junto à capela da Srª da Guia, tem início o percurso.
O topónimo "Branda" deriva de "Veranda" que significa passar o Verão, portanto, é um local temporário de verão, cuja origem se insere num processo de transumância típica das sociedades agro-pastoris. Aqui, anualmente, desde o início da primavera até ao início do outono permaneciam os pastores (Brandeiro). Durante esta permanência, foram construindo pequenos abrigos denominados por "cardenhas", onde pernoitavam, construções de granito muito rústicas, de sobrado e corte térrea, sendo o piso inferior destinado ao gado.
Segue-se por um caminho ladeado por muros de pedra solta, vulgarmente chamados de «canejas», que delimitam as propriedades privadas. Numa destas propriedades de cerca de 2,5 hectares, fruto de um projeto inovador, ainda recente, da Quinta de Soalheiro, "primeira marca de vinho alvarinho de Melgaço", de produzir vinho na Branda da Aveleira temos a oportunidade de ver a plantação desta casta, às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, a mais de 1.100 metros de altitude.
O caminho florestal conduz a um bosque adornado de pinheiros. Nas suas imediações encontra-se a mamoa do Batateiro, um monumento megalítico de razoáveis dimensões, com significativos vestígios estruturais, no que concerne a câmara dolménica, constituída por sete esteios. Na superfície interna do esteio da cabeceira detetam-se ténues vestígios de gravuras.
Ao percorrer a extensa paisagem de montanha surge uma charca, onde inúmeros animais domésticos de raças autóctones recorrem para saciar a sede. Pouco a pouco, desce-se por um caminho que permite alcançar o local onde teve início este belo percurso de montanha.