Este percurso linear, de ida e volta pelo mesmo trajeto, proporciona perspectivas distintas dos locais percorridos, graças ao posicionamento relativo aos espaços. Na primeira parte, serpenteia por Monforte, passando pelo Rossio com as suas igrejas e pela zona de lazer ribeirinha, para depois seguir entre bosques de montado e olivais centenários.
A saída dá-se na Praça da República, em Monforte, passando pela Capela dos Ossos e subindo ao que resta do Castelo, de onde se pode contemplar o horizonte a partir de uma varanda miradouro. Após a descida até ao Rossio, o trajeto continua pelo circuito das Igrejas. Em seguida, passa-se por baixo da estrada IP2 e vira-se à direita para o parque ribeirinho, onde se destaca a antiga ponte da estrada de Vaiamonte, atualmente uma peça museológica in situ.
O percurso segue junto à ribeira, atravessando campos agrícolas, e volta a passar sob o IP2, agora em direção a nordeste. Prossegue-se sempre por um largo estradão de terra batida, entre bosques de montado, olivais e terrenos agrícolas. O caminho aproxima-se e afasta-se da Ribeira de Monforte, cujas margens abrigam frondosas árvores e são lar de várias espécies de aves e pequenos mamíferos.
Ao longo do percurso, é possível avistar com cautela as antigas pedreiras de granito, de onde eram extraídos os granitos ornamentais de Monforte. Hoje, as pedreiras, inundadas pelo abandono, transformaram-se em lagos, refúgio para aves. O final do trajeto e ponto de retorno é marcado pelo conjunto megalítico das Antas de Rabuje, um espaço funerário singular pela dimensão das antas, a sua concentração, proximidade e valor histórico no contexto do horizonte megalítico. A partir deste local, o percurso faz-se em sentido inverso até ao ponto de partida.