O percurso inicia-se junto à Associação de Moradores da Praia da Tocha, na Avenida dos Pescadores, em direção à praia. No entanto, antes de alcançar a praia, o trajeto vira à direita pela Rua dos Carreirós e logo depois à esquerda, pela Rua dos Rapoleiros, até chegar à marginal (Avenida Dr. Silva Pereira), onde se destacam alguns palheiros tradicionais típicos da Praia da Tocha. Ao longo da via principal que corre paralela ao areal, em direção ao Norte, passa-se junto à "Casa dos Pescadores", na Rua Dr. Francisco Guimaro. A seguir, o percurso continua por um pequeno trecho da Rua das Caranguejeiras, à esquerda, e pela Rua do Norte, também à esquerda, até sair da área urbana. No caminho arenoso que se segue, desfruta-se de uma vista privilegiada das "Dunas da Gândara", um sistema dunar considerado o mais extenso e bem preservado de toda a Região Centro de Portugal. O percurso continua então junto à Vala da Levadia (uma pequena lagoa costeira), atravessando-a em direção ao Norte.
Já na mata nacional, o trajeto segue para o Nascente em direção à estrada que leva à Praia do Palheirão, onde se pode observar uma flora muito característica, incluindo o pinheiro-bravo (Pinus pinaster), alguns pinheiros-mansos (Pinus pinea), camarinhas (Corema album), e espécies invasoras como a acácia-das-espigas (Acacia longifolia) e o chorão (Carpobrotus edulis), entre outras. O porte de algumas árvores encontra-se afetado pela exposição aos ventos marítimos, que nesta área são bastante severos.
Cerca de 900 metros depois, o trajeto cruza novamente a Vala da Levadia, desta vez em sentido contrário (Nascente/Poente), seguindo-se um quilómetro de estradão que conduz ao início da ciclovia, prosseguindo por esta até à entrada na Praia da Tocha. Lá, cruza-se a estrada nacional 335-1, onde se encontra, do lado direito, na rotunda central, a réplica de um barco típico da Arte-Xávega, mandada construir pela Câmara Municipal de Cantanhede em 2020. Depois de passar pela entrada principal do Parque de Campismo Municipal, o percurso vira ligeiramente à esquerda, atravessando um bairro com arquitetura inspirada nos palheiros, evidenciando que, apesar do crescimento urbano decorrente da procura balnear, este se desenvolveu mantendo parte da identidade da aldeia. O mercado local surge em seguida, à esquerda, com o último trecho da rota a estender-se pela Rua São João, em direção à marginal (Avenida Dr. Silva Pereira). Virando à direita, o percurso segue pela marginal até ao CIAX-Centro de Interpretação da Arte-Xávega, dedicado a divulgar e promover o conhecimento das dimensões histórica, sociocultural e etnográfica desta atividade piscatória tradicional, ainda muito presente na Praia da Tocha. Descendo a escadaria da Avenida dos Pescadores, junto a este espaço cultural, avista-se o final do percurso.