Este percurso desenvolve-se a partir do centro da vila de Castro Laboreiro, junto à Igreja Paroquial. O pelourinho também se destaca mesmo ao lado, mandado erguer em 1560, coincide com a atribuição do novo foral a Castro Laboreiro, embora este não seja o local de implantação original.
Por um antigo caminho, ladeado por um importante carvalhal, a subida é em direção à Branda da Portela (povoação ocupada cerca de nove meses), localizada já no emblemático planalto de Castro Laboreiro. Por este caminho transitavam o gado e as gentes nos seus movimentos de vaivém, entre o planalto e o vale (ocupado nos meses mais frios e rigorosos do inverno). Um modo de vida que reflete uma vida difícil, mas eficaz na gestão dos recursos naturais.
Ao atingir o ponto mais elevado do percurso (1.100m de altitude) um miradouro natural floresce no meio dos blocos de granito. Permite apreciar o vale do rio Laboreiro, os cumes afiados da serra da Peneda e o Castelo Roqueiro Medieval (Monumento Nacional), primeira fortaleza da raia seca do Alto Minho. Encontra-se a mais de 1000m de altitude, no cume de uma massa granítica isolada e rodeada de precipícios. Este são os ?ingredientes? que tornam este um dos cenários mais belos deste trilho.
A descida até ao vale permite vislumbrar novas paisagens, como quando se estende o olhar sobre os muros e se veem os belíssimos prados de lima. No inverno o prado é limado ? escorre permanentemente sobre ele um finíssimo lençol de água com o objetivo de manter a temperatura acima do 0º C, evitando deste modo a formação de geada que queimaria a erva. O aproveitamento de abundância de água, mesmo em situações que a inclinação não permite a agricultura é um bom exemplo da sabedoria secular no uso do território.
Segue-se até às Veigas onde surge a oportunidade de vaguear pela história através da ponte da Veigas. Pouco depois conclui-se o percurso junto ao Hotel Castrum Villae.