CORTE JOÃO MARQUES
Retoma-se a marcha e chega-se à estrada de alcatrão. Seguindo para a direita ( Este), acompanha-se a ribeira da Corte até Corte João Marques. Faça aqui uma pausa para renorvar as energias e beber um pouco de água no parque de merendas. Este ?monte? calmo situa-se na encruzilhada para o Alentejo, para o Ameixial e para a Mealha e Cachopo. As casas e currais de pedra convidam à fotografia e à descoberta do ?monte?. Ali perto encontram-se vestígios de outro moinho de água. Entre as hortas uma passagem em vau e com passadeiras, pela ribeira da Corte, desafia à travessia. A paisagem é o mote desta caminhada até à Mealha. Entretanto o caminho é interrompido pela ribeirinha e ladeado pelas hortas particularmente bem cuidadas. Aqui os ciclos da terra e das culturas são respeitados e o homem entende e respeita a Natureza. A entrada no ?monte? da Mealha, faz-se por uma das traseiras, outra oportunidade para melhor conhecer o monte que acolhe o visitante.
VALE DAS HORTAS
No topo dos cerros, entra-se no concelho de Loulé, e a descida conduz ao ?monte? do Vale das Hortas. Atravessa-se a ribeira da Corte pelo vau de cimento ou pelas passadeiras e, já na outra margem, seguindo pelo caminho de terra batida, entra-se noutra mancha de vegetação mais diversificada. Cuidado neste troço, as hortas estão um pouco abandonadas e muitos poços cobertos de silvas. Depois do pequeno pontal, faça um desvio e visite a Azenha do Pisão, um engenho hidráulico ainda em bom estado de conservação e que representa um dos mais espectaculares recursos ainda existentes. De extrema importância na época de 50, estes engenhos foram elos de ligação entre gentes, testemunhas do árduo trabalho e do amor pela terra.
MEALHA - BARRAGEM DA MEALHA
O percurso inicia-se no Centro e segue para o interior do monte, até ao largo onde está ?a picota? e os lavadouros. O passeio faz-se através das pequenas ruas de pedra possibilitando ao caminhante o contacto próximo com a vida e a população local: as casas têm as portas viradas para o pátio interior, todos se conhecem e à tardinha convivem à fresca no banco de pedra. O caminho afasta-se do aglomerado e entra na zonas das hortas locais e mais à frente, num vale fechado, encontra-se a fonte de alimentação desta gente: a pequena barragem, que irriga as hortas circundantes. A marcha continua até ao topo da estrada, por entre os eucaliptais.