O PR2 GOI é um percurso pedestre de pequena rota circular, com cerca de 6 km, localizado na freguesia de Alvares, concelho de Góis. O trajeto pode ser iniciado na Praia Fluvial de Alvares ou na aldeia de Amiosinho, onde se encontram os respetivos painéis informativos.
Recomenda-se que o percurso seja feito na orientação Alvares - Alminhas do Caniçal - Amiosinho - Alvares. Este trilho desenvolve-se ao longo da ribeira do Sinhel, um afluente do rio Unhais, proporcionando uma experiência única em torno da beleza natural desta região.
O percurso tem início em Alvares, uma antiga vila com raízes medievais, que recebeu foral manuelino em 4 de maio de 1514. Alvares foi sede de concelho até 1855, quando foi incorporada no concelho de Góis. Aqui, é possível desfrutar das águas cristalinas da ribeira do Sinhel na Praia Fluvial. A vila também oferece outros pontos de interesse, como o Museu Paroquial de Arte Sacra Padre Ramiro Moreira e o Espaço Museológico Casa do Ferreiro. A visita ao pelourinho, classificado como Imóvel de Interesse Público, a capela de S. Sebastião e a Ponte do Soito, que faz ligação com a antiga EN2, complementam a experiência cultural.
O percurso segue em direção às Alminhas do Caniçal, perto do Alto da Vergada, o ponto mais elevado do trajeto. Daí, desce-se pelo caminho antigo, utilizado outrora pelas juntas de bois, até à aldeia de Amiosinho. Esta aldeia pitoresca permite aos visitantes desfrutar de uma piscina natural na ribeira do Sinhel e hospedar-se na Casa da Natália, um alojamento local acolhedor, numa típica casa de xisto. Em Amiosinho, vale também a pena visitar o moinho de água na margem esquerda da ribeira e explorar as ruas da aldeia, interagindo com os seus habitantes, conhecidos pela sua hospitalidade.
Após a visita a Amiosinho, o trilho segue em direção a Alvares, atravessando parte do antigo caminho pela margem direita da ribeira do Sinhel. Ao chegar a Alvares, o percurso passa junto à antiga Fábrica de Lanifícios, ao Lagar de Azeite e à original chaminé da fábrica, construída inteiramente em xisto, um exemplar raro no país.
O trajeto continua pela margem direita da ribeira do Sinhel, até à Praia Fluvial de Alvares, onde se encontram as fundações da antiga ponte de madeira que outrora atravessava a ribeira, encerrando assim este percurso enriquecedor, que combina natureza e património.