O Trilho do Vale Encantado é um percurso que vale, sem dúvida, a pena explorar. Trata-se de um percurso linear, e ao chegar ao fim, poderá regressar pelo mesmo caminho. Se estiver em grupo e tiver mais de uma viatura, pode deixar uma no início e outra no final do trilho, facilitando a logística.
A caminhada começa no Largo do Freixieiro, onde poderá observar uma aldeia que, apesar de manter os traços tradicionais, está em constante evolução. Siga pela rua que passa ao lado do restaurante ?A Tranca da Barriga? e continue pela estreita via até chegar à estrada principal. Pelo caminho, encontrará o atelier da Sra. Amélia, que exibe artesanato local.
Após atravessar a estrada, suba as escadas à sua frente, aproveitando para admirar as construções típicas da região. O trilho cruza uma ribeira, que transporta água até ao antigo lagar, e segue em subida até um estradão que o leva de volta à estrada asfaltada. Atravesse-a novamente e desça até ao lagar, onde poderá observar as tulhas, construções em xisto que serviam para armazenar azeitonas até à produção do azeite. Ao cruzar a ponte de xisto, a subida leva-o até ao Castelejo, uma antiga construção usada pelos mineiros na época da exploração de volfrâmio.
Na bifurcação, desça e atravesse a ponte. Em frente à casa de xisto à sua esquerda, há um caminho que o leva à aldeia do Tarrastal. Durante este percurso, mantenha os olhos na ribeira, pois as paisagens são deslumbrantes. A aldeia do Tarrastal, atualmente sem habitantes permanentes, tem várias casas recuperadas que são usadas para fins-de-semana e férias. Após a visita, desça em direção à ribeira.
Do Tarrastal ao Corterredor, o caminho é rico em flora e fauna, com a possibilidade de avistar raposas, javalis, entre outros animais. Pelo caminho, as construções em xisto deixarão qualquer caminhante maravilhado. Chegando ao Corterredor, poderá visitar um pequeno museu particular e, com alguma sorte, almoçar no local, mediante contacto prévio com o Sr. Valentim Rosa, responsável pela aldeia.
A última paragem é na aldeia das Mestras. Até lá, o trilho segue por caminhos semelhantes, com flora e fauna abundantes, quedas de água, moinhos junto às linhas de água e paisagens incríveis. Nas Mestras, embora não haja habitantes permanentes, a aldeia não está abandonada e mantém o seu charme. Aqui, o percurso chega ao fim, deixando memórias de uma jornada inesquecível pelo Vale Encantado.